16.2.12

Dos diálogos horizontais





- Estou prestes a cometer uma grande besteira.
- Outra?
- A maior de todas.
Ele tirou a cabeça do travesseiro, apoiou-a na mão direita e ficou com um olhar silencioso de espera e interesse.
- Eu...  - Ela tentou parar, mas já era tarde demais para arrependimentos. - Eu ia pedir para você voltar.
- Mas eu nunca fui... - Ele disse com um sorriso nos olhos e um ar de quem fala uma imensa obviedade.


[...]


(De todos os amores não confidenciados, o seu sempre foi o mais repetido. É como se o silêncio andasse em círculos na minha cabeça. )