28.12.11

Nesse final de ano, dê uma dedicatória de presente






Quem disse que o Natal é a única data de dezembro para ganhar presente? Todo dia é dia de receber um agrado, um demonstração de carinho, de arrancar sorrisos e fazer alguém feliz. E se for antes do ano acabar, melhor ainda. 
No ano passado, no dia 31 de dezembro, o meu irmão me presenteou com o livro Canalha! de Fabrício Carpinejar e este ano ele me deu a dedicatória deste livro. Achei tão lindo, de um simplicidade encantadora, que decidi compartilhar com vocês, e roubar um pedacinho da ideia pra mim. Como estou relendo Cem anos de Solidão, decidi dar uma dedicatória de presente a um amigo que também já leu essa obra-prima de Gabriel García Márquez e se encantou tanto quanto eu. 
E você, se inspirou? Nesse final de ano, dê uma dedicatória de presente também. 


11.12.11

Dos anos que virão



Sabe, Maurício, nos últimos tempos tem sido inevitável não esbarrar com a tristeza e a melancolia entre os shows pirotécnicos de réveillon e as árvores de Natal. Subir e descer os morros da praia, trocar presentes previsíveis, pular as ondinhas com oferendas e realizar simpatias já caiu no automático.  Quem dera, Maurício, que fosse no esquecimento.  Mas parece que a memória tem tido mais facilidade para pulsar que o coração. Deslizes biológicos. Estes não acontecem com todo mundo, mas acontecem.
Tem sido cada vez mais difícil enxergar a beleza no óbvio e se render com facilidade aos apelos de retrospectiva.  Está parecendo uma festa à fantasia.  Final de ano fantasiado de Quarta-feira de Cinzas. E isso não tem graça nenhuma, Maurício. Diga a Papai Noel que isso é uma piada de mau gosto, sem direito a risos ou aplausos. E aproveite e peça a Papai do Céu para que isso não seja o prelúdio dos outros anos que virão. 

7.12.11

O futuro já começou



Eu sei que devo estar um pouco antecipada para entrar nessa vibe de retrospectiva, mas um pouco depois que dezembro começa e meu aniversário termina, eu dou um pause dramático (que chamo carinhosamente de estratégico) e vou dar uma espiadinha no que andei fazendo com a minha vida (e o que a minha vida andou fazendo comigo) nos doze meses oferecidos pelo calendário. 
E esse ano foi subnutrido de tanta coisa. Foram perdas incalculáveis, tanto financeiras quanto afetivas. Ainda busco alternativas para lidar com o buraco negro que ficou. Explicitar aqui o que senti e o que ainda sinto, seria uma tentativa vã. 
Mas como nem só de chorro e dramas se faz uma novela mexicana, meu 2011 também teve ápices, com sorrisos, comemorações e esperança. Acho que se tivesse que definir esse ano com uma só palavra, esta seria "começo". Pela primeira vez, em toda a história dos meus 24 anos de sombra e água fresca, eu estou pagando o preço para atingir meus objetivos. E isso inclui terapia, horas sentada em frente ao computador, outras tantas devorando livros e um lista quase infindável de renúncias. Ser concurseiro não é moleza. Para que eu chegasse nesse estágio, foi preciso que a minha mãe segurasse em uma mão, meu pai, em outra e alguns (e poucos, que fique bem claro) seres especiais ficassem na minha frente, com gestos de incentivo. Exatamente como fazem quando estão ensinando alguma criança a andar. E vejam só, eu estou aqui, em pé, andando. Claro que existem os que desestimulam, que torcem contra, que não acreditam. Mas o mais importante dessa jornada, eu já aprendi: tornar sonhos realidade não é fácil nem barato, mas é possível. O que os outros pensam, dizem ou acreditam, já não é problema meu. 
Vou aproveitar o ensejo, para incluir aqui também a seção "Agradecimentos". Afinal, nem o mais forte e nobre dos mortais consegue sozinho tirar um ano do monocromático. São muitos os que merecem as flores e medalhas de ouro por terem ajudado o meu ano acontecer, mas vou tentar não ser enfadonha e falar os mais presentes, mas nem por isso mais importantes que tantos outros, que por algum motivos não puderam  comparecer tanto. 
Primeiramente a Deus, pela força que pulsa e move;  A vovó Edite, por ter sonhado e acreditado em mim, quando eu ainda não conseguia. Aos meus pais, por me ensinarem através do exemplo e inúmeras renúncias pessoais, o que é fé e amor; Ao meu irmão, por aguentar os meus ataques de riso e de choro; Aos meus tios Amaro, Fatinha, Henrique, Narinha, por serem sempre tão bons, solícitos e pacientes comigo; Aos meus amigos amigos Hélio e Raquel por mostrarem a cada dia que ainda vale a pena acreditar em amizade verdadeira, na bondade e boa fé do ser humano; a Filipe, a quem eu sempre pude confiar os maiores segredos e dividir as noites de insônia; A Belbel, por ter um coração transbordante e uma capacidade ímpar de rir das mais adversas situações. E, claro, a vocês que vieram aqui, leram meus textos, deixaram uma forcinha, críticas e comentários carinhosos. Meus sinceros agradecimentos e desejo de um Natal cheio de paz e alegria e um Ano Novo do tamanho dos sonhos de cada um. 
Agora é só esperar o velho gordinho chegar com os presentes e escutar incansavelmente "o futuro já começou" da Globo, até que ele comece de verdade e nos livre dessa tortura anual.



P.S. Eu sei que esse texto poderia ser mais caprichado, com uma riqueza maior de detalhes e sem vácuo entre um parágrafo e outro. Peço que relevem e perdoem esses deslizes. Prometo que em 2012, o texto fluirá melhor e virá cheio de cores, purpurina e tudo o que manda o figurino.