1.5.11

Além.




Hoje eu fui te excluindo de cada pedacinho da minha vida, um por um. Bem lentamente para que meu cérebro assimilasse, de uma vez por todas, a sua partida. Primeiro foi o MSN, depois o Facebook, o Orkut, o número do celular, até que já não existiam mais vestígios da sua presença por aqui.
Depois da última sexta-feira, eu realmente cheguei a pensar que poderíamos ser, ao menos, amigos. Bobinha. Mas não dá, né? Eu sei, eu sei.. Também não sirvo para esse papel.
Sabe o que é mais curioso e engraçado nisso tudo? A maquiagem continuou intacta. Nem sinal de lágrimas. Pra alguma coisa você teria de servir. E ser forte foi o mínimo que consegui diante das suas atitudes com recheio de cimento.
É, um dia a gente aprende. A dar tchau, o caminho de volta. Um dia a gente cansa. De ser boa, de ser boba, de não dar limites ao verbo acreditar.
Eu poderia aceitar a sua consideração embrulhada em beijos resignados, temerosos e quantificados. Poderia continuar aqui olhando as suas costas enquanto você vai embora, até que elas se confundissem com o resto dessa sua paisagem em preto e branco, com as casinhas nas laterais.  Poderia continuar com essa minha resistência de ninja às suas idas e vindas, ao estica e puxa dessa nossa pseudo-relação. Mas eu não quero e não posso mais viver de “Se”, de verbos no futuro do pretérito, de adversativos...
Lembra quando você disse: “Eu grito e me solto: eu preciso aprender.” ? Pois é. Eu também. E necessariamente nessa ordem.   
Hoje começa um novo ciclo e eu quero entrar com o pé direito. E sozinha. 

7 comentários:

  1. Que você encontre coisas, abraços, pessoas lindas, além!

    :D

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  2. De novo o drama? Eu nunca lhe feri, nunca lhe menti, nunca lhe fiz nenhum mal de propósito. Se eu pudesse continuar a história, diria que hoje aquele menino sente uma falta ENORME da menina: todos os dias, em todos os momentos. Mas não existe nem mais amizade entre os dois. Vocês quer mesmo perder isso em troca de sua dramaturgia? Acorde, Talita, e deixe de ser besta. Não somos os centro do universo. Tem gente morrendo de fome por aí. Quer esquecer o amor? Vá trabalhar, vá ler livros, vá aprender outro idioma; preencha sua vida e impeça que os momentos de ócio lhe deem espaço para a depressão. Mantenha a minha amizade, cultive a minha amizade: você me faz bem e eu lhe faço bem, a gente se ajuda, a gente dá risada juntos. Deixe o drama, tá? É um favor que você SE faz e me faz. Você tem 20 e poucos anos; não tome uma decisão agora que pode lhe afetar por tanto tempo.

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  3. Querida! Que bom receber tuas palavras. Vou ver o que consigo fazer, primeiro vou tentar contato com o pessoal do blogger e logo entrarei em contato com vocês!
    Estou indicando teu blog lá meu, espero que seja ok para você!
    Seja sempre bem-vinda!
    Um beijo! Fabi

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  4. Ah amiga...começar de novo?
    Tô fazendo isso de novo e de novo e de novo...até acertar por um tempo que eu possa respirar de vez...=D
    belo texto!

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  5. OI, TALITA. ROMPIMENTOS SÃO SEMPRE DELICADOS E DIFÍCIES, MAS NUNCA INSUPERÁVEIS. "A VIDA DEVIA SER BEM MELHOR (E SERÁ)". SEMPRE PROCURO AGIR ASSIM. MEU ABRAÇO . PAZ E BEM.

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  6. Estava dando uma olhada nos plágios sofridos... Lamentável. Mas continue escrevendo bem e com a campanha, abraços!

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  7. Não deve ser fácil, mas você como essa pessoa linda por dentro e por fora irá Além!
    beijo

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