21.5.11

À espera de um novo fim




Existe algo mais batido e sem credibilidade do que gente que anuncia o fim do mundo? Pois é... Já estamos no segundo tempo do dia 21 de maio de 2011, ou seja, caminhamos a passos largos para mais uma profecia falha. O que, sinceramente, é uma pena. Pela primeira vez, eu realmente desejei que tudo - o mundo, as pessoas e as coisas excessivamente ruins (ou até as boas) que giram ao nosso redor - fosse para os ares.

Não queria estar presente para continuar me olhando nos espelho todos os dias e encarando esses defeitos (que não são poucos), essa mesmice e falta de entusiasmo continuarem por aqui. Se bem que para isso, um suicídio cairia como uma luva, mas acho decadente e sem glamour nenhum.

Mas tenho outros argumentos mais persuasivos. Não precisaria estar viva para ver a destruição em massa do nosso bom e belo Português (pelo MEC principalmente). Não haveria mais guerra, greve, nem gente suada e fedorenta. Não haveria mais filas, fome e velhinhos sendo maltratados. Sem chance alguma para carros que ultrapassam o sinal vermelho, para o trabalho infantil, para políticos arrogantes e mentirosos.

E sendo mais audaciosa, pretensiosa nos desejos e burlando a liberdade de escolha, não queria que ninguém estivesse aqui para presenciar essas e tantas outras coisas, que de tão piores e ofensivas, prefiro nem citar. Por isso, o final dos tempos seria a idéia mais plausível.

Eu sei que parece uma crise histérica ou de egocentrismo, essa atitude de desejar o “pior” para as criaturas (pensantes ou não), de não levar em conta o futuro da geração Z (Y, A, B, C e blá, blá, blá), de espalhar aos quatro ventos esses sintomas de gente cansada, fracassa e sem perspectivas. Mas, vocês hão de concordar comigo que o nosso Planetinha Água não anda nada bem das pernas. Um passeiozinho coletivo ao Nosso Lar, não faria mal a ninguém, garanto.

Porém, contudo, todavia, nem tudo está perdido. Que venha 2012, então.


1.5.11

Além.




Hoje eu fui te excluindo de cada pedacinho da minha vida, um por um. Bem lentamente para que meu cérebro assimilasse, de uma vez por todas, a sua partida. Primeiro foi o MSN, depois o Facebook, o Orkut, o número do celular, até que já não existiam mais vestígios da sua presença por aqui.
Depois da última sexta-feira, eu realmente cheguei a pensar que poderíamos ser, ao menos, amigos. Bobinha. Mas não dá, né? Eu sei, eu sei.. Também não sirvo para esse papel.
Sabe o que é mais curioso e engraçado nisso tudo? A maquiagem continuou intacta. Nem sinal de lágrimas. Pra alguma coisa você teria de servir. E ser forte foi o mínimo que consegui diante das suas atitudes com recheio de cimento.
É, um dia a gente aprende. A dar tchau, o caminho de volta. Um dia a gente cansa. De ser boa, de ser boba, de não dar limites ao verbo acreditar.
Eu poderia aceitar a sua consideração embrulhada em beijos resignados, temerosos e quantificados. Poderia continuar aqui olhando as suas costas enquanto você vai embora, até que elas se confundissem com o resto dessa sua paisagem em preto e branco, com as casinhas nas laterais.  Poderia continuar com essa minha resistência de ninja às suas idas e vindas, ao estica e puxa dessa nossa pseudo-relação. Mas eu não quero e não posso mais viver de “Se”, de verbos no futuro do pretérito, de adversativos...
Lembra quando você disse: “Eu grito e me solto: eu preciso aprender.” ? Pois é. Eu também. E necessariamente nessa ordem.   
Hoje começa um novo ciclo e eu quero entrar com o pé direito. E sozinha.