19.8.10

"o que não foi vivido perturbará"



Talvez, se pudesse definir o que sinto, fosse mais fácil.
Mas, é tudo improvável e insuficiente
Remotamente perdido nas entrelinhas

13.8.10

Apenas um clique

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Pela primeira vez na vida, por livre e espontânea vontade, resolvi participar de um concurso (2º Prêmio Blog Books - Categoria Arte e Cultura). Nunca fui muito dada a essas coisas. Esse lance de concursos culturais, rifas e até mesmo loteria. Talvez por preguiça mas, principalmente, por falta de costume de mexer com a sorte. Só que hoje é um dia atípico, sexta-feira 13 de agosto. Como as coisas na minha vida costumam dar certo quando ando pelo oposto do previsível, resolvi tentar.

Como não posso contar com a sorte, espero e peço a ajuda de todos vocês.

Muito obrigada e VOTE sempre!

6.8.10

Martha Medeiros em Mossoró-RN

(clique na imagem para ampliar)

Ontem, dia 05/08/2010, a escritora Martha Medeiros esteve aqui em Mossoró/RN, para participar da 6ª feira do livro.
Foi um bate-papo bem descontraído, onde a autora de Divã se mostrou, além de ótima escritora, uma muher bastante articulada e um amor de pessoa. Nem parecia de verdade. Fiquei encantada com a leveza dela.
Voltei para casa com o livro 'Tudo que eu queria te dizer' - autografado, é claro!! \o/

Estou adorando. Deixo como dica de leitura.



Abaixo segue um texto da Martha, que tirei do perfil do orkut da minha amiga Ariele:

"Não tenho nada a ver com explosões. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.
Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — tenho medo da falta de gravidade.
Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida.
Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.
Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral, sou apenas fácil.
Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.
Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto. "

Minto, tenho tudo a ver com explosões.



(Martha Medeiros)

3.8.10


Vestiu-se de sorridos.
Fechou os olhos. Assim viu.
Afastou-se para poder tocar.
Foi quando percebeu que aquelas palavras tinham algum significado.
Era como se agora a concordância com o verbo amar, estivesse na forma correta.
No seu devido lugar.
O ímpar deixou de ser sinônimo de solidão.
[...]



º Ouvindo: A flor - Los Hermanos