21.7.10

Cinco

Às vezes quando nos distraímos, o inesperado surge e resolve reinar. É estranha a familiaridade repentina que vocês agora me passam. Logo vocês que não passavam da dupla dinâmica de meninas prodígios que colecionam as melhores notas sem precisar se esforçar e do menino com chapéus excêntricos na cabeça e comentários articulados em sala de aula. Observava as qualidades de vocês a distância com o meu pseudo ar de indiferença. Era tudo muito harmônico para ser penetrado pela minha presença escondida nas laterais da sala de aula.
Vocês agora têm nome e significado. Surgiram aos 43 do segundo tempo e pela terceira vez nesses quatro anos, vi mãos estendidas, dispostas a me ajudar. No pacote trouxeram uma linda bailarina, cheia de vida e como se não bastasse o talento com os pés, ela também se sobressai com desenvoltura no ofício com as mãos. A partir deste momento, vi que a caixinha de surpresas não fecharia nunca mais.
E foram viagens, sorrisos, abraços, estudos às 07:00 e até mesmo às 22:00 de domingo na biblioteca, mais sorrisos, fotos, textos bonitos. Sentimentos.
Ontem, dia vinte julho de dois mil e dez, éramos cinco compartilhando a mesma felicidade. Primeira pessoa do plural. E neste noite pós dia do amigo, brindo ao improvável.

9 comentários:

  1. Lindo, lindo e lindo!
    Vivi e vivo situação parecida.
    comecei com três. Hoje somos doze.
    As coisas caminharam, a felicidade multiplicou-se, as tristezas são, agora divididas.
    sei bem como é bom, como SÂO bons cada um destes momentos que deveriam durar a vida toda...

    Amei teu texto. Reconheci-me nele. De verdade...

    Beijo*'

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  2. Minha querida, antiga "presença escondida nas laterais da sala de aula". Vamos brindar ao improvável, mas também a sua transformação de "improvável" a "cotidiano". Ah! Não se esqueça que brindaremos com chocolate quente, hein?

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  3. Brinde todos os dias (com moderação. rsrs) e para sempre, esta magia inexplicável e indispensável que é poder ter amigos. Abraços. Paz e bem.

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  4. Que texto fantástico!!!!
    Principalmente pela verdade contida nele...
    Tenho adorado o que a caixinha de surpresas tem me dado nesses ultimos tempos. Apesar de estar chegando os 45 mim do segundo tempo, podemos fazer quantas prorrogações nós quisermos... e dessa forma a caixinha de surpresas nunca vai fechar.
    Um brinde também ao improvável!!!!
    ;*

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  5. Adorei o texto *-* Lindo demais, assim como tua descrição. Beijos :*

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  6. depoois de um porre por causa do improvavel, acho que ainda consigo dizer que o texto ta belo e que me orgulho de fazer parte das entrelinhas assim também, como ser gordurinha que não fecha mais esse caixinha, amovcs.

    ah, acho que ainda aguento mais um gole, um brinde ao improvavel.

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  7. Eram as duas.
    Depois três.
    Passa a ser quatro.
    Outro Ele aparece, são cinco.
    Ele mente, saem dois, sobram três.
    O que apareceu repõe, voltam aos cinco.
    Queria ser o seis. Poderíamos ser seis.
    Sinto falta do que tive e do que não cheguei a ter. É uma matemática triste, mas como diz a loira, eu prefiro os sorrisos. Fannie

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