26.3.10

Amanhã à noite vai ter que ser de luz apagada!

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Não posso negar que essa idéia de passar 60 minutos com as luzes apagadas mexe bastante com a minha imaginação. Ela sem incentivos já tem dificuldade de ficar quietinha, imagine diante de tanto estímulo.
Amanhã todos terão a desculpa de uma hora todinha com as luzes apagadas para fazer o que, normalmente, não é feito com as luzes acesas.
Há espaço para vários tipos de atos, atitudes. Dos mais tímidos pensamentos com os olhos fechados até sexo selvagem com anônimos.
Vale andar sem roupa pela casa, aproveitar a falta de luminosidade para apreciar a lua e as estrelas, fechar os olhos e sentir e escutar o vento e, no pior das hipóteses, dormir. E, na melhor, fazer amor.
Acho até que a hora do planeta deveria vir acompanhada da hora do amor. Amor em todas as suas dimensões. Essa junção deixaria, pelo menos por uma hora, o mundo um lugar bem mais prazeroso para se viver.
Então, apague as luzes e acenda a mente. Apague os maus pensamentos. Acenda as velas e todo fogo que puder. Isso é possível mesmo estando sozinho, quietinho e de olhos fechados. Talvez você perceba que uma hora é insuficiente para tanta emoção.


EARTH HOUR + LOVE HOUR = HAPPINESS!

Desculpa, meu bem! Mas amanhã vai ter que ser com todas as luzes apagadas.

19.3.10

Tempo Fechado




“São as águas de março fechando verão”. Foi vendo a chuva pela janela e através dessas palavras do sábio Tom Jobim que percebi que é em março, no fim do verão, que o Brasil ressurge para o caos. Em março aparece um abismo entre as promessas de ano novo e a realidade. È quando se percebe que o mais cômodo a fazer é não realizar, deixar as listas de desejos e realizações feitas no primeiro dia de janeiro esquecidas nas gavetas da memória.
As caras voltam a ser pálidas, a cor da pele já não se destaca tanto nas roupas brancas. As praias e sol passam a ser figurantes, fazendo com que o tempo desbote as marquinhas de biquíni. O culto à pressa volta a reinar e a atropelar a educação, a paciência e até mesmo sorrisos.
O tempo aos poucos começa a ficar cinza e o humor negro. E a tranqüilidade fica tão perdida, que nem parece ser daqui.
Esses são apenas alguns motivos que me impedem de dar boas vindas a temporada outono/inverno, que começou há poucos minutos.
O verão no Hemisfério Sul, onde está localizado o Brasil e boa parte da África e da Oceania, começa no dia 21 de dezembro e termina em 20 de março, quando tem início o outono. Ou seja, o outono começa exatamente hoje. Pelo menos, em tese. As estações aqui no Nordeste e dentro de mim não costumam ser tão bem definidas assim.
Sei que muita gente vai querer me matar por eu está fazendo cara feia para essa nova estação. Soa até como egoísmo diante de um aquecimento que está fazendo da Terra um caldeirão. Mas não consigo fingir que gosto de lama, guarda-chuvas, mofo, sapo e, principalmente, pé frio.
Tenho que confessar que também temo muito essas chuvas. Elas adoram uma destruição total para se divertir.
Na minha opinião hojé “É pau, é pedra, é o fim do caminho/ É um resto de toco, é um pouco sozinho/É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã”. Esses versos Traduzem uma vida bem mais ou menos. Uma vida outono/inverno. Com roupas, caras, tempo, cores, corações... Tudo fechado. Fechado para balanço. Ansiosos por uma vida mais cheia de vida e transpiração, de portas e janelas abertas, pés descalços na areia. Uma vida bem mais verão.

"Eu queria ver no escuro do mundo
onde está tudo o que você quer
pra me transformar no que te agrada
no que me faça ver
quais são as cores e as coisas pra te prender"
(Quase um segundo - Cazuza)

6.3.10

Eu confio no Senhor!




'No meu mundo existe amor. Aqui mora um Deus que não se importa com a religião, nem com o tamanho da oração. Importa apenas que se importe com a fé e com a certeza de que Ele está lá. Nesse mundo existe a amizade e o direito de ouvir sem precisar resposta. Porque a resposta às vezes é uma contagem até dez, silenciosa. Porque existe pontos de vistas diferentes e no meu mundo isso é respeitado. E falar de amor é tão comum que quase dá pra tocá-lo. E por isso, chega uma hora que a gente consegue misturar tudo. O falar, o ouvir e o sentir. Aqui a gente se mistura, dentro do coração. Espera por milagres que só se realizam depois de um dia todinho de trabalho suado. E eles acontecem, sempre acontecem depois que a primeira estrela vem. Trazendo noites de certezas e tudo acontecendo do jeito que a gente quiser. Aí a gente acorda e vive, mais uma vez e vive e faz de conta e acredita que pode e acredita. E realiza sonhando outra e outra vez.'
http://caixamgica.blogspot.com/



"Toda vez que penso em você
Eu sinto passar por mim um raio de tristeza
Não é um problema meu
mas é um problema que achei
Vivendo uma vida que não posso deixar para trás
Não faz sentido em me dizer
’A sabedoria de um tolo não vai te libertar’
Mas é assim que as coisas são
E é o que ninguém sabe
E a cada dia minha confusão cresce

Toda vez que vejo você caindo
Eu fico de joelhos e rezo
Estou esperando pelo momento final
Que você dirá as palavras que não posso dizer"

(Bizarre Love Triangle - New Order)

5.3.10


"...Vou nascer de novo / Lápis, edifício, tevere, ponte..."
... E talvez serei Flor também.

Vida a quatro

A vida a dois tá difícil de encarar?! Então, senta aí em frente ao seu laptop e multiplique tudo por dois, que
o lance agora é a vida a quatro.

Quer saber como funciona?! - Acesse o link abaixo que eu vou te explicar.
http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/2120810




2.3.10

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"Já faz uma semana que tudo ocorreu e eu ainda
acordo com o gosto azedo da realidade na minha
boca. Não existe creme dental, anti-séptico bucal,
pastilha, chiclete ou reza braba que faça tirá-lo
daqui.
Talvez existam cores mais prováveis, mas foi o
vermelho que deixou esse gosto em mim..."
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Texto: A culpa é nossa
http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/2111556