11.2.10

Já?! Amanhã?! Falta pouco menos de 24 horas para a chegada oficial do Carnaval. Dá até para ouvir os seus passos barulhentos cada vez mais próximos, trazendo seu estoque de vibrações e sensações, totalmente, disponíveis. E eu nada faço. Apenas olho, sem tocar.
Já tocam tambores, latas. Os trios elétricos estão em ponto de partida e os foliões aquecidos. E nada da minha ansiedade chegar, nada de decidir meu itinerário.
2010 trouxe para mim uma lista repleta de possíveis destinos e companhias para o Carnaval e uma vontade bastante reduzida de seguir qualquer um deles.
Olinda? Acho melhor não. Muita gente, barulho e, principalmente, suor. Tou numa época que não aguento nem o meu. O aquecimento global não está favorecendo nem um pouco. Ah, também não quero passar cinco ou seis dias da minha vida com pessoas que são apenas números, tomando álcool para fazer a tristeza descer mais facilmente goela abaixo. Sem Olinda, então! E sem as outras três opções genéricas, que fora o tipo de música, o resto é tudo igual.
Poderia ir para o interior com gente bonitinha e sorrisos iguaizinhos por causa da cidade toda agitadinha. Seria uma ótima opção se eu já soubesse como preencher os espaços vazios que os diminutivos deixam em mim.
Serra? Frio demais, casais demais e, consequentemente, milhares de pessoas andando aos pares. Mesmo odiando a ideia, até agora só aprendi a lídar com o ímpar. O par não costuma dá muito certo por aqui.
Não sei o que quero, então. Não quero frio nem calor. Não quero gente demais nem de menos.
Sem aumentativos nem diminutivos, nem praias e serras.
Enquanto não encontro algo que me proporcione emoções reais, vou ficar aqui, de camarote, vendo a banda passar.

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